As reversões de Joe Biden

Passado o período de promessas eleitorais, Joe Biden, agora empossado como o 46º presidente dos Estados Unidos, deverá lidar com a realidade das pressões sofridas pelos ocupantes da Casa Branca. Em relação à política externa, não será fácil cumprir todas as suas promessas de campanha frente às realidades que terá que enfrentar. Biden agora corre o risco de ser condenado pelo que fizer e pelo que não fizer. Continuar lendo As reversões de Joe Biden

A questão fronteiriça entre Venezuela e Guiana

A disputa entre a Venezuela e a Guiana pelo território do Essequibo é anterior inclusive à independência desses países. O acordo de 1905, que concedeu 94% da região à Guiana, nunca satisfez realmente a Venezuela. Em 2015, a descoberta de grandes reservas de petróleo na área reacendeu a disputa. Aguarda-se uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que em breve deverá deliberar sobre o assunto. Continuar lendo A questão fronteiriça entre Venezuela e Guiana

O avanço globalista na civilização ocidental

As ideias e conceitos do Globalismo vem avançando no Ocidente, entrando em choque com os valores do Conservadorismo. Este artigo apresenta uma análise através da metodologia Global Business Network para avaliar fatores-chave de ambas as correntes de pensamento, procurando identificar os possíveis cenários que podem surgir a partir deste confronto. Continuar lendo O avanço globalista na civilização ocidental

Obama, Trump e Biden: consistência na política externa

Embora se espere que a política externa dos Estados Unidos sob a próxima administração Biden se afaste de alguns dos princípios-chave da política do presidente Donald Trump, como o “America First”, George Friedman, analista do Geopolitical Futures, aponta para uma grande possibilidade de continuidade, especialmente no que diz respeito às relações com a China e a Rússia. Continuar lendo Obama, Trump e Biden: consistência na política externa

Militares dos EUA estão divididos?

Muitas coisas incomuns vêm acontecendo ultimamente nos EUA: todo o imbróglio envolvendo as eleições, a grande manifestação em Washington e a controversa invasão do Capitólio – sim, controversa, pois embora a “velha mídia” insista em responsabilizar o presidente Donald Trump, há cada vez mais indícios de infiltrações da Antifa e do BLM –, a censura de Trump nas redes sociais e a presença de tropas para garantir a posse de Joe Biden, que pode chegar a 25.000 militares. Interessante notar que uma divisão típica do exército americano é composta por 10 a 15 mil militares, assim teremos em Washington o equivalente a duas divisões para proteger uma posse presidencial. Isto é absolutamente excepcional. Continuar lendo Militares dos EUA estão divididos?

O que esperar da política internacional em 2021?

Se o ano de 2020 não foi fácil, os primeiros sinais de 2021 parecem mostrar que não haverá muito alívio. Em geopolítica, previsões são sempre impossíveis – e arriscadas –, mas é possível antecipar alguns assuntos que deverão manter 2021 em efervescência – e um ano de muito trabalho para os analistas de geopolítica. Definitivamente, não haverá tédio. Continuar lendo O que esperar da política internacional em 2021?

Bilionários, democracia e poder: Vladimir Putin e os oligarcas da Rússia

Após a queda da União Soviética, a Rússia de Boris Yeltsin foi dominada por um grupo de bilionários que ficou conhecido como “os oligarcas”. Por meio de esquemas escusos, eles acumularam fortunas gigantescas e controlaram os meios de comunicação e a economia do país. Quando ascendeu ao poder, Vladimir Putin pôs fim a essa geração de bilionários que controlavam o estado – e substituiu-os por outra, sob seu controle. Continuar lendo Bilionários, democracia e poder: Vladimir Putin e os oligarcas da Rússia

A Grã-Bretanha retorna ao seu passado

Concluído o Brexit, a Grã-Bretanha deverá encontrar seu lugar no mundo. Embora a administração da União Europeia provavelmente vá procurar dificultar a vida dos britânicos, as perspectivas iniciais podem indicar que o futuro britânico fora da UE poderá não ser tão negro como alguns imaginam. De acordo com esta análise de George Friedman, o Five Eyes, uma aliança britânica com os EUA, Austrália e Nova Zelândia, todos países “descendentes” do Império Britânico, é uma das indicações positivas. Continuar lendo A Grã-Bretanha retorna ao seu passado

USS Nimitz permanecerá no Oriente Médio

Apenas 96 horas depois de agradecer o trabalho da tripulação do strike group do USS Nimitz e anunciar as ordens para sua “volta para casa”, o secretário de defesa interino dos EUA, Chris Miller, ordenou que o grupo de batalha permaneça no Oriente Médio. A ordem é parte de medidas dissuasórias dos EUA para o caso de ataques iranianos devido ao aniversário do assassinato do chefe da Força Quds do IRGC, general Qassem Soleimani. Continuar lendo USS Nimitz permanecerá no Oriente Médio

Nas monarquias árabes, o absolutismo pode estar diminuindo

As oito monarquias do mundo árabe estão entre as últimas monarquias absolutistas remanescentes na Terra. Em alguns aspectos, eles se mostraram surpreendentemente duráveis. Em comparação com as repúblicas árabes, Jordânia, Marrocos e os seis países do GCC (Gulf Cooperation Council, Conselho de Cooperação do Golfo) – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar, Bahrein e Kuwait – escaparam dos levantes da Primavera Árabe relativamente imperturbáveis. Mas alguns dos reinos árabes também estão enfrentando novos desafios que ameaçam encerrar décadas de governo monárquico. Continuar lendo Nas monarquias árabes, o absolutismo pode estar diminuindo